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Capa do livro O duplo: um estudo psicanalítico

Humanidades - Psicanálise

O duplo: um estudo psicanalítico

  • Páginas: 160
  • Formato: 13x19 cm
  • ISBN: 9788583180067

Dentre os estudos do psicólogo e psicanalista austríaco Otto Rank, O duplo ocupa lugar de destaque, mantendo-se como texto basilar, ainda hoje, para qualquer investigação sobre a duplicidade do Eu na literatura, no cinema ou em outras artes.

Dada sua relevância e também a inexistência de uma edição brasileira em circulação — a última é de 1939 —, colocá-lo novamente ao alcance do leitor de língua portuguesa é uma necessidade, mas também uma justa homenagem ao “grande gênio não reconhecido no círculo de Freud”, como o chamou o pioneiro da psicoterapia existencial Rollo May, profundamente influenciado por Rank, assim como Carl Rogers, Paul Goodman, Ernest Becker, Stanislav Grof, entre tantos outros.

“A partir de um verdadeiro passeio literário, passando por autores como E. T. A. Hoffmann, Edgar Allan Poe, Fiodor Dostoiévski, Adelbert von Chamisso e Oscar Wilde, entre inúmeros outros, Otto Rank conduz os seus leitores pelos caminhos do problema do duplo. Analisando obras e autores e fundamentando a sua argumentação em um amplo apoio teórico proporcionado pela obra dos estudiosos do tema, tanto nos campos da antropologia, da história dos mitos, da história do folclore e das superstições, mas, sobretudo, da psicanálise, o autor demonstra que o tema do duplo encontra-se intimamente referido à primordial relação que o homem mantém com as questões da vida e da morte. Rank, que participou do círculo mais próximo de Freud por aproximadamente vinte anos, construiu, em O duplo, uma obra fundamental não só para os estudiosos da literatura e da psicanálise, como também para o leitor interessado em conhecer um tema que comparece sob múltiplas formas na arte e na vida.”
Maria Alice Timm de Souza
Psicanalista

Sobre o autor

Psicólogo, psicanalista, escritor e professor, Otto Rosenfeld nasceu em Viena (Áustria) em 1884, adotando desde a adolescência o pseudônimo de Otto Rank — formalizado anos depois —, que eliminava o sobrenome do pai, com quem mantinha uma relação difícil e de quem queria se distanciar. Proveniente de uma infância pobre, tornou-se serralheiro enquanto o irmão estudava Direito, pois os pais não podiam pagar a universidade para os dois ao mesmo tempo. Rank foi desde cedo um leitor incansável, tendo se aprofundado em filosofia e literatura. Por volta de 1900, leu A interpretação dos sonhos e foi apresentado a Freud, provavelmente, por Alfred Adler, seu médico na época. O brilhantismo do jovem logo despertou a simpatia de Sigmund Freud, que o ajudou a prosseguir nos estudos, e resultou na sua nomeação como primeiro secretário da Sociedade Psicanalítica de Viena em 1906. Rank obteve o doutorado na Universidade de Viena, em 1912, sendo o primeiro a fazê-lo com uma tese de assunto psicanalítico. Nesse mesmo ano, fundou a Imago — publicação especializada na aplicação da psicanálise às ciências culturais — e, em 1919, com Freud, o Internationaler Psychoanalytischer Verlag, do qual passou a ser o maior responsável, assim como também pela formação psicanalítica de candidatos em todo o mundo. A ruptura com o mestre, depois de vinte anos de parceria, o levou à França (1926) e, mais tarde, aos Estados Unidos (1935), onde se fixou definitivamente até sua morte, que ocorreu em 1939, em Nova Iorque. Depois de Freud, foi o mais prolífico dentre os primeiros psicanalistas, com dezenas de trabalhos publicados. Entre suas obras mais conhecidas destacam-se O mito do nascimento do heroi, Don Juan e o duplo, O trauma do nascimento.

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