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Capa do livro Daimon junto à porta

Contos

Daimon junto à porta

  • Páginas: 128
  • Formato: 14x21
  • ISBN: 9788562757297

O daimon, para os antigos gregos, é tanto a natureza externa quanto a interna. É a potência para perseguir o que faz falta. Ao mesmo tempo interno e externo, ele é o indivíduo e algo além do indivíduo. Em princípio, nem bom, nem mau – mas, com certeza, forte –, o daimon pode ser a correnteza que leva para qualquer direção. O indivíduo pode ter êxito com esse algo que está além e o habita. E pode também ser esmagado pela força tremenda que ele traz.

Livro vencedor do Prêmio Açorianos de Literatura 2011 – categoria conto.

O daimon, do título desse excelente livro de contos, foi convertido pelos romanos em dæmon, significando demônio, na tradução para o português. Latim + religião e deu no que deu: uma profunda traição ao original, como são todas as traduções. Mas Nelson Rego recupera a essência da palavra, fazendo aquilo que é obrigação de todo escritor verdadeiro: descer às raízes, cavar no poço. O daimon está junto à porta dos artistas, porque ele é o espírito, a divindade, o gênio (no sentido árabe). Cabe ao escritor abri-la. E Nelson a abre e permite que seus próprios daimones passeiem pelos contos-cômodos, pelos contos-corredores, pelos contos-escadas.

Nelson Rego foi ao ônfalos literário, foi ao umbigo do mundo, e de lá nos trouxe este conjunto de contos inteligentes, instigantes e muito bem construídos.

Charles Kiefer

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Sobre o autor

Nelson Rego é autor de Tão grande quase-nada, livro de biografias ficcionais. Participou das antologias de contos Inventário das delicadezas, Brevíssimos e Novos contos imperdíveis, todas organizadas por Charles Kiefer. Ganhou prêmios literários com poesias. É professor na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, com formação em geografia, filosofia, sociologia e educação – e autor e organizador da coleção de livros Geração de ambiências e de outros títulos, que reúnem apresentações e análises de práticas inovadoras em educação formal e não-formal. Sobre a vivência da escrita, declara: “Escrevo com prazer. Ficção é a página de frente ou de verso, que forma com não-ficção uma bailarina tântrica muito gostosa”.

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