A editora

Proposta editorial

Formar um catálogo eclético, de valor literário e comercial, que compreenda o melhor da literatura brasileira e estrangeira de ficção, negócios, humanidades, esportes, música e viagens.

Histórico

A Dublinense nasceu do não. Ou da Não. Mais precisamente, do não da Não. Era 2009, e o Rodrigo Rosp apareceu com essa ideia de montar uma editora que fosse eclética, que se permitisse navegar à vontade pelos diversos gêneros. O motivo era claro: há dois anos como sócio da Não Editora, ele recebia uma infinidade de originais que adorava, mas que não se encaixavam na proposta bastante específica da casa. Gustavo Faraon topou, e lá fomos nós.

Já no primeiro título lançado, uma surpresa positiva: Sanga Menor, romance de estreia da Cíntia Lacroix, era finalista do Prêmio São Paulo. A indicação em uma importante premiação nacional nos permitiu ressaltar o caráter nacional da editora, já que não raro nos deparávamos com o estigma de “editora gaúcha” cujos títulos eram de “interesse regional”, o que jamais representou a realidade. Depois de dois anos, tínhamos publicado títulos excelentes de gente muito diversa, de novos autores e de outros tarimbados, em quem acreditávamos muito e que, em sua maioria, se provariam apostas corretas logo à frente. Além de outras indicações a prêmios, começamos a experimentar êxitos comerciais que demandavam novas reimpressões e também vendas maiores para programas governamentais que deram fôlego para novos voos. Como a possibilidade de testar novos gêneros, um de nossos objetivos. A psicanálise logo acabou ganhando destaque dentro da linha de humanidades, depois vieram os livros de negócios, de esportes, música e relatos de experiências. Também foi o período no qual passamos a controlar a Não Editora, funcionando como um selo editorial criativamente independente, mas sob nosso controle no aspecto administrativo.

Em 2012, vivemos um ano de internacionalização da editora. Tivemos nossa primeira tradução publicada: A outra praia, romance premiado do argentino Gustavo Nielsen. Também tivemos nossos primeiros direitos internacionais de tradução vendidos para o exterior, com Gustavo Machado, Tailor Diniz e Carina Luft sendo publicados na Alemanha. Além disso, fomos participar pela primeira vez da Feira de Frankfurt, como convidados da própria feira. Tudo isso, é claro, fez crescer confiança e a ambição de desenvolvimento da editora. Passamos a publicar menos títulos, porém com maior expectativa de resultado comercial sobre cada um deles.

O resultado veio. Trouxemos ao Brasil o autor Mickey Leigh, irmão do músico Joey Ramone e autor da biografia do líder dos Ramones que publicamos e que deu boa resposta naquela reta final de 2013. Assim como Vida peregrina, o segundo livro da Mariana Kalil, que, no mesmo semestre, nos levava pela primeira vez a uma lista dos mais vendidos da Veja: vigésimo lugar na lista de não-ficção da 42ª semana.

Ótimas notícias, mas que nos conduziram a um paradoxo. Apesar de sempre termos claro nosso objetivo de montar um catálogo eclético, a Dublinense ganhou notoriedade primeiramente ao publicar novos ficcionistas. Contudo, com o desenvolvimento da casa, traduções foram ganhando terreno e outros gêneros além da literatura de ficção também ficaram cada vez mais importantes dentro do catálogo. Como resultado, notamos que o movimento que nos deu mais força comercial, também acabou restringindo bastante o espaço para descobrirmos novos autores. Foi quando decidimos criar, em janeiro de 2014, o Terceiro Selo, com a ideia de ter um lugar reservado exclusivamente para a ficção, que pudesse ser mais arejado e menos suscetível às preocupações com o chamado “potencial comercial”. O objetivo é garantir espaço para gente nova e também proteger gêneros como conto e poesia. Mas não será um selo dedicado a autores inéditos, e muitos autores já publicados devem vir por aí.

Sobretudo nestes primeiros tempos, enquanto estamos nos reacomodando dentro dos três selos, é possível que exista uma zona cinza entre eles. Aos poucos, as coisas ficarão mais claras, os selos com a personalidade mais marcada. O caminho a percorrer daqui para frente será dentro desta organização: com uma faceta comercial e eclética, uma faceta dedicada à literatura de ficção e uma terceira que mantenha seu caráter totalmente radical e experimental.

 

 

A editora não recebe originais não solicitados.

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